Lísias defende a ideia de que é necessário que o Amante prestes favores e honrarias à aquele que não ama, pois devido às fortes emoções e sentimentos no qual aquele que ama se encontra inebriado enquanto nessa condição, o mesmo não se encontra em uma situação na qual estar a raciocinar direito, e por isso deve prestar favores a quem está raciocinando direito ou seja o que não está Apaixonado, e Sócrates enquanto envergonhado com a proximidade de Fedro defende essa ideia, mas depois de refletir por um tempo o mesmo diz que isso se encontra completamente equivocado.
O motivo dele defender uma hipótese contrária se dá pelo fato de o Amor ser uma Virtude divina oferecida pela Afrodite ou Eros, e por esse fato, não seria justo afirmar que aquele que ama se encontra em uma condição de raciocinar mal, muito menos que não deva ser oferecidos favores ao mesmo, já que ele se encontra inebriado por uma virtude divina, o mesmo não se encontra louco e sim sendo movido por uma sensação da qual ele não entende direito por ser algo divino. E essa loucura é um estado de transe que garante uma boa fortuna pois foi a dádiva dada por um(a) Deus(a).
Também é explicitado no diálogo em que alguns escritores e oradores são movidos apenas pelo desejo de convencer o leitor ou ouvinte sem se importar com o respeito às divindades, enquanto o correto seria que mesmo na escrita ou na oratória se faz necessário manter a coerência dos discursos com as divindades, pois se os mesmos são belas e boas, as qualidades derivadas deles não poderia de alguma forma ser, ruins e feias, visto que, segundo o mesmo as virtudes divinas são responsáveis por nos conduzir a um estado de corpo e mente nos quais nos leva a ter um vislumbre do divino, isso quando o mesmo é alimentado da forma correta.
A um certo tipo de transe inclusive que é a proporcionada pelas musas que é a responsável por inspirar os poetas e músicos e em suas criações. Sendo necessário uma investigação acerca do divino para o melhor entendimento do realmente se trata esse movimento da alma.
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