Abstrações
sobre a República de Platão
Toda obra se estende com reflexões sobre a justiça, no primeiro diálogo é discutido se a justiça é mais vantajosa ou menos vantajosa do que a injustiça e qual é a natureza da mesma, a conclusão que é chegada através de várias comparações entre dois pontos, bom e mau, amigos e inimigos, ignorante e sábios, é que a justiça é mais vantajosa por se tratar de uma Virtude e de uma Sabedoria, se aproximando das virtudes divinas.
No
segundo diálogo essa afirmação é posta à prova através da reflexão acerca da
história do anel de giges, anel que torna seu portador invisível, e de tal modo
se isso fosse possível, não seria mais vantajoso ser justo já que não seria
possível aplicar a punição sobre o mesmo, mas logo em seguida a justiça é
defendida novamente como uma virtude divina na qual os deuses presentearão os
mortais nos campos Elísios por ter a seguido e defendido em vida e não contente
com essa reflexão, Sócrates continua a defesa da justiça tentando imaginar como
ela nasce fazendo uma elaboração mental de uma cidade desde sua fundação até o
seu crescimento como uma cidade grande e em seu argumento defende que para que
não haja injustiça na cidade os poetas e músicos não poderiam aplicar a
injustiça como algo inerente aos Deuses, já que de tal modo, comparando uma
ignorância a um Deus, estaria desvirtuando o sentido de superioridade dos
mesmos, fazendo com que nasça dentro da imaginação das crianças e adolescentes
a ideia de que aquilo que eles devem se espelhar (Deuses) são tanto bons como
maus, e fazendo isso, faz nascer a injustiça pois, a Justiça em si, só é possível quando se tem um objeto referência, ou seja, quando um objeto referencia é espelhado em função de outro, é necessário que haja a comparação de um fato ou ação com uma outra ação que seja verdadeiramente e comprovadamente justa, para que assim a justiça possa ser validada.
No
terceiro diálogo, é explorado o fato da justiça ser uma virtude nobre e para
tal seria necessário tirar a injustiça dos poetas sobre o Hades e retirar ou
corrigir as partes em que falam mal desse além vida, reforçando os elogios
sobre o mesmo e também os elogios sobre os Heróis e Semideuses (filhos dos
deuses), para que desse modo seja refletido de maneira a inspirar aos jovens e
adultos boas práticas de vida, diminuindo as lamúrias e aumentando as
gratidões, e também a reformulação das músicas de acordo com a profissão de
cada indivíduo, de modo que músicas impetuosas e alegres para os guerreiro como
por exemplo e seja diminuído as músicas tristes a fim de diminuir o sofrimento
da alma de quem as escuta.
Referências Bibliográficas
Platão. A República. Nova Cultural. 1997.
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